sábado, 13 de setembro de 2014

Reencontros

Foi a leveza que me conquistou. A sinceridade de um olhar sem medo... atraiu-me como água num deserto. Tanto que estive submersa num mar profundo, tanto tempo à deriva sem rumo. Lá estavas tu de sorriso leve e gargalhada fácil para me trazeres à tona por um instante. Duradouro pela marca que em mim deixaste. Curto pelo sabor doce que por pouco tempo experimentei.

Já não sei quando dei a última gargalhada assim. O que chorei... Por ele, pelo outro, pelo de sempre.  O que ficou por dizer a quem partiu antes do tempo. O que sofri por não sentir ou por sentir de mais.

Naquele instante contigo, por entre beijos esquivos e abraços apertados, gargalhadas verdadeiras e sorrisos sedutores, lá estava eu outra vez. Aquela de quem eu gosto. A que tem uma alegria sem fim de tão contagiante, a que é otimista por princípio, a que acredita que tudo corre bem, a que confia no destino, a que ama a vida.

Nesses disparates sem fim e jogos despreocupados, no (des)pudor de um encontro ocasional e furtivo, lá estava eu em ti e tu em mim.

Sorrindo, disseste que parecia que me conhecias há muito tempo. Quem sabe o tempo...
Sorrindo, escrevo que nessa noite me reencontrei em ti.
Se veio para ficar...
Talvez um dia o saiba.


Sem comentários:

Enviar um comentário