sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A perspetiva muda tudo


Tudo é relativo, já sabemos.
Tudo deve ser apreciado segundo o seu contexto, as suas circunstâncias, o seu tempo e lugar. Nada existe só por si, sem ligação ao restante. Eu sou eu com toda a minha bagagem, as minhas vivências, as experiências boas e más, os sorrisos, os gritos, a ira, o medo, a tristeza, a saudade, a fraqueza, a alegria.
E o que tem isto de novo? Qual a conclusão de uma evidência? É fácil, nada. Absolutamente nada. Estas palavras servem de introito apenas para dizer que hoje, só queria fechar os olhos, esquecer tudo e aceitar um convite para o sunrise.

O Poço

Há muitos anos acreditava que não existia um fundo do poço. E não existia, porque cada metro que baixávamos mais fundo, era cada igual metro que o poço ganhava.

Hoje continuo a acreditar nisso. Nunca conhecerei o fundo do poço. Porém, a diferença é que agora sei que somos nós que alimentamos os infindáveis metros de profundidade do poço, ainda que, inevitável e inconscientemente o façamos porque faz parte da deturpada natureza humana que integramos.
Mais do que apanágio da vida, decididamente, o poço está em nós. Na nossa cabeça.


(Quatro anos volvidos e este texto continua tão atual....)