terça-feira, 25 de junho de 2013

Subam e encontrem o paraíso em Lisboa


Chiu. Não digas mais nada. Fiquemos em silêncio. Neste silêncio ensurdecedor das nossas ideias. Deixa-me ser ocupa. A ocupa dos teus sonhos. Como o ocupa do Quintal, que afinal arrenda, mas continua a acreditar viver na ilegalidade.
Vivamos à margem da lei. Dessas leis que outros criaram e escreveram como certas. Como se a verdade fosse só uma. Mais fria. Mais crua. Mais real. Mas a verdade é um manto de retalhos que apenas pela sua conjugação fazem sentido.
Chiu. Não fales mais. Deixa-me ouvir o som das galinhas no Quintal. Esse paraíso na cidade em que tudo pode ser real. E meo.
Por entre rostos, rastas, jambés e guitarras, a sinfonia das cores não para.
E lá vai mais um risco. Um e depois outro. Em plena comunhão com o cheiro a erva que paira. Nada mais se quer. Com o aditivo do desejo, o banquete está completo. Tu sorris. Dizes que gostas de mim. E por hoje chega. Por hoje sabes-me bem. E o quintal em Lisboa preenche a minha necessidade de natureza.
(e às vezes não é preciso mais nada)
 

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