Há quem tenha rios de dinheiro, há quem tenha o corpo da Gisele Bündchen,
há quem acorde todos os dias ao lado do Cauã Reymond, há quem seja pago para
viajar, há quem vá à lua, há quem seja chefe, há quem tenha um Matisse na sala,
há quem tenha filhos do Brad Pitt, há quem tenha uma casa de três andares, há
quem tenha um museu, há quem tenha a voz da Ana Moura, há quem tenha asas. E
depois há quem não precise de nada disto porque tem as melhores amigas que
alguém pode desejar ter. São momentos como piqueniques inesperados em casas por
inaugurar que nos enchem o coração e nos fazem agradecer cada segundo. Obrigada
às duas.
Às vezes onde tudo acaba é o exato momento onde tudo recomeça. Onde estou, quem sou, para onde vou....o que é que interessa?! Devaneios, sentimentos, encontros e desencontros...dentro e fora de mim. Hoje. Agora. Por aqui.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
O que foste e o que nunca foi
Sinto-me cheia de nada. Repleta do vazio que as palavras que nunca te disse
originaram. As palavras que nunca te disse que na verdade nem sabia que sentia.
Foi o fosso entre o momento em que quis, mas não to consegui dizer. Não
consegui confessar, deixando o medo falar mais alto. O medo do quê, afinal?!!
Que vil e doloroso medo é esse que me impediu de te ter quando pude, por
não me deixar ver que te queria?! Emersa num mar de lodo, denso, sem ter
visibilidade de terra. Essa terra onde estavas, onde um dia estiveste,
aguardando por mim…
Fugiu-me entre os dedos a oportunidade… Aquela que nasceu naquele dia…
inimaginável…. quando te desafiei e no fim… a desafiada fui eu… Sempre te quis
controlar mas no final…a dominada fui eu. Fizeste de mim o que quiseste e eu
deixei, de sorriso nos lábios.
Nunca puxei a conversa devida, deixando-me sempre na comodidade que a
ignorância me proporcionava… A ignorância que deixava em aberto a possibilidade
maior. Mas se o meu coração sentia que sim, porém a minha cabeça não me deixava
dizer que sim e os meus actos…tantas vezes disseram que não.
Todas aquelas vezes em que te dei um murro no estômago, sob a forma de
caras tuas conhecidas que de uma forma ou doutra te esfreguei e te fizeram
sentir menos especial.
Todas aquelas vezes em que te mostrei uma racional indiferença, mecânica,
pensada, quando só eu sabia que bastava um sinal teu… mas ainda assim nunca to
deixei perceber, guardando toda a realidade num mundo censurado, só meu.
Não foram uma nem duas as vezes em que imaginei uma conversa…aquela
conversa.
Mas de todas as vezes não deixei que os sons saíssem da minha boca.
Calei-me. Silenciei-me.
E agora, resta-me aprender a viver com esse silêncio… em mim.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Como tu
De sorriso fácil e jeito leve, lá estavas tu no sítio do costume. Onde
tantas vezes te encontrei. Não já de cores vivas como antes, mas emanando a luz
que te caracteriza. Em pouco tempo os teus lábios voltaram a tocar nos meus,
mesmo antes de uma fuga do 96 para o meio do nada. Onde a chuva caía em cima de
nós como o sol em dia de agosto. Libertadora como só ela. Por entre pedidos e
casamentos sonhados, antecedendo o momento de regresso à realidade. Os anos
passaram e a nossa ligação continua a mesma. Às vezes somos outra vez aqueles
dois miúdos, empoleirados na conduta da água, a metros do chão, a contemplar
Lisboa. E como é linda esta cidade, serena, quente, húmida. E segura,
aconchegante, como tu.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Pensar vs Viver
Viver ou pensar? Pensar em viver? Viver a pensar? Viver sem pensar? Pensar
sem viver?…
Parece que para estarmos verdadeiramente concentrados em viver não podemos
estar sempre a pensar. Uma espécie de afronta ao multitasking. Como se só nos pudéssemos entregar despojadamente ao
momento, na sua (nossa) plenitude, se não tivermos consciência de que o estamos a fazer. Como se pensar
complicasse tudo, colocasse entraves, erguesse barreiras. O não pensar seria o
nosso passe livre para a entrega total ao momento, à pessoa, ao local. Mas será
mesmo assim? Será mesmo possível não pensar?!Diria que a vida é feita de momentos alternados. Vamos amealhando uns “momentos” em que não pensámos e, logo, nos entregámos totalmente e, de tempos a tempos, paramos – voluntaria ou forçadamente – para pensar. Para fazer o balanço. Para refletir, avaliar, desconstruir. Logo, arrumar. Claro que há quem nunca saia do círculo, mas mude apenas a direção em si mesmo (ora no sentido dos ponteiros do relógio, ora no sentido contrário). Nem todos alcançaram um estado de consciência e autoconceito que lhes permita não andar em círculos e avançar.
Há ainda aqueles que, em círculo ou não, pensam demais… ou aqueles que - como
eu - optam por, por vezes, pensar de menos. São opções que uns tomam
conscientemente, outros nem tanto. Não há uma resposta. Não há uma certeza.
Há, no entanto, alguém que com mestria pensou muito sobre o assunto… o não pensar…
“O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho
o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio
no mundo como num malmequer,
Porque
o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu
não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se
falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...”
Alberto Caeiro in “O Guardador de Rebanhos”, Poema II
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Medo do próprio medo
Tenho medo de um dia olhar para
trás e só ver o que fiz de errado. Tenho medo de estar a perder tempo. Tenho
medo de só olhar e não conseguir ver. Tenho medo de achar que tenho razão.
Tenho medo de (me) enganar. Tenho medo de cair sem trapézio. Tenho medo de me
perder e não encontrar o caminho de volta. Tenho medo de estragar tudo. Tenho
medo de ser tarde demais. Tenho medo de não saber. Tenho medo de já saber e não
ver. Tenho medo de ter medo. Tenho medo de saber que um dia tive estes medos. E
tenho mais medo de não ter medo.
Hoje.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
A cada nova esquina
Ali ao virar da esquina. Em qualquer lado se conhece alguém. Numa fila de
autocarro, na praia, num bar, numa discoteca, na fila do supermercado, na loja
do cidadão, na repartição de finanças, numa loja de música, na escola, na
faculdade, num café, na rua, num banco de jardim. Como se o perfume das
feromonas tivesse fugido da maleta vermelha e se tivesse entornado em ti. É só
mais um… e mais um.
Por entre a multidão não é difícil saber quem te faria tremer as pernas. Como
se o frio na barriga congelasse o corpo e paralisasse os neurónios restantes. Aqueles
que rapidamente tentam voltar a si e dar a ordem imperativa: “Recompõe-te. Age normalmente!”.
Talvez um dia isso seja possível. Mas hoje não. Hoje o teu olhar ainda
desconcerta as minhas certezas. Hoje o teu sorriso ainda faz moça na minha
confiança. Hoje ainda não me és indiferente, por entre centenas de pessoas.
Hoje ainda te quero. Mas só hoje.
Hoje o amanhã ainda é um novo dia em que com o passar do tempo este “hoje” se
transformará num ontem cada vez mais distante. Um dia, ao virar de uma nova
esquina, o amanhã será hoje. Nesse dia, já não te verei por entre a multidão, seja
uma multidão de milhões ou de uma só pessoa. Nesse dia serei livre e estarei
pronta. Toda eu.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
A falta
Sinto-te a falta.
Sinto falta do teu
toque
Do cheiro do teu
sorriso
Do som do teu
olhar quando me tocas.
Sinto falta dessa
loucura surda
Do grito cego com
que não dizias
O que sentias, o
que querias
Porque afinal nem
tu sabias.
E éramos dois à deriva
Num mar de uma só
corrente
Que te puxava para
longe
Sempre tão perto.
Nunca tão certo.
Sussurravas esse
pensamento
Na esperança que
eu o ouvisse
Com medo que eu o
sentisse
E que afinal
percebesse.
Que não era falta.
Era presença.
A presença de te sentir
ausente.
(Sinto hoje falta
de te sentir a falta.)
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Ser mais
Há sempre alguém, ao virar de uma esquina, que nos lembra que há mais na
vida. Mais sentimentos leves a serem descobertos. Se foste importante para mim,
em algum momento, certamente encontrarás um lugar no meu coração onde
permanecer. Nada farei para te esquecer, mas igualmente nada farei para te
recuperar.
Como num lapso de tempo em que a vida se solta, conheces alguém que te
preenche. Alguém com que poderias passar tempo, apenas tempo, sem o perder.
Alguém com quem falar em silêncio ou gritar em surdina por entre sorrisos
ternos. Alguém a quem desejas ardentemente tocar e partilhar da energia latente
que nos(te) consome. Alguém que num universo paralelo – que afinal é o teu – seria perfeito.
Mas alguém que habita um sonho longínquo de uma viagem que ainda está por
fazer.
Ficam assim as coordenadas para esse sítio onde há mais. Mais vida. E ficam
também as coordenadas para o ideal de alguém que te recordará que não te
contentarás com menos se podes ter mais. Na vida tudo se acaba e tudo recomeça…
É por isso mesmo que tu serás o meu mais, sempre que estiver perto de aceitar o
menos.
Sem aviso
Chegou sem aviso. Com um sorriso terno e uma pergunta curiosa. A
curiosidade pegou-se e em segundos cresceu. Em mim. Estranho ao princípio,
rapidamente se misturou o sal da água com o sabor dos lençóis. Aquilo que eu
gosto, aquilo que tu gostas…não é diferente a
final.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Noutro lugar
Hoje sinto a minha
alma nostálgica, repousante num corpo que comeu demasiados nigiris, sushi rolls, makis
e guiozas no restaurante em frente –
ou como dizia a minha chefe M.: “vamos
comer sushi como se não houvesse amanhã”! – e que nem os dois cafés curtos
e o slim fumado com prazer fez
ressuscitar.
Dormiria agora uma
sesta longa, numa espreguiçadeira sob o sol longínquo de Sulawesi perdido no meio do Pacífico. Mergulharia então nas
profundezas de um oceano sem medo do amanhã ou mesmo de que ele não chegue. E
esperaria por ti ao pôr-do-sol quente e alaranjado, com toques de um roxo sem
igual. Faríamos então amor sem fim até ao sol nascer e a fome e o calor nos
impedirem de continuar no bungalow de
palhota improvisado.
Não mais quero
regressar à azáfama de uma cidade, ainda que maravilhosa e com reflexos de
paraíso na luz que emana, mas cinzenta nas cores das almas e suas mentalidades.
O stress que nos corre nas veias,
entope-nos como o colesterol de um homem de 45 anos que fuma dois maços de SG por dia. Há mais vida, há sempre mais
vida…
Hoje a minha mesa
de faia podia ser uma areia branca fina, na qual me deito e deleito enquanto te
vejo ao longe, a vestir o fato de mergulho e a preparares-te para mais uma
exploração em descoberta de cores e espécies novas. Esperarei por ti ao som do
meu “cisne negro”, que me faz reflectir sobre a previsibilidade daqueles que se
pensam ser acontecimentos imprevisíveis.
Ainda oiço ao longe
o toque do que foi a minha vida, antes disto, antes de ti. As saudades que
deixei no coração de quem não pude trazer para esta aventura sem hora, dia ou
fim marcado.
Recordo aquele
arroz doce com sabor a Portugal, os inúmeros jantares nas casas deles, o Verduzzo fresco e as ressacas sem fim, o
tinto da Pam em Siena, na promoção de
um euro que nos fez arrepender de não ter mais…os gorros sentados em pleno
Palio, a relembrar a infância, a salada no pão que repartimos com os pombos, o
sorriso, não o teu, mas o dele, de uma magia e simplicidade inigualáveis, a
serenidade que me davas e que eu não soube compreender, o marrochino freddo depois do almoço na mensa, na Dante de todos
nós.
As idas e as
vindas, os cigarros ao longo da Lungarno,
as partidas e as chegadas, as correrias em Pisa Centrale, o cheiro do teu corpo que só eu sentia, o beijo que
eu não queria que tu não me desses, a dificuldade em disfarçar a vontade de ser
tua, os Bottellione na Garibaldi, os encontros fortuitos quase
furtivos na Borgo Stretto, todos os
lugares em que não estavas, mas eu te sentia. Mas também os outros momentos. Os
só meus e dele, a chuva quente de inverno, o “knocking on heaven's door” no kebab
dos vampirii, os sonhos perdidos com
o nascer do dia, o sabor amargo das aventuras que sabíamos proibidas.
Sem dúvida tempos
de emoções intensas, amores que nunca foram, paixões que não deixaram de ser. Já
no fim, os teus olhos reflectiam o Arno
em plena Ponte di Mezzo, e apesar do
tom saudoso de despedida, como quem faz a conclusão na dissertação do que sabe
ser o último exame do liceu, não deixaste de me lançar aquele charme quente que
me fez ter a certeza que foste uma boa escolha….uma boa passagem. Tentaste
explicar sentimentos que não tinham explicação por entre trilhos de luzes
traçados na minha imaginação. Hoje, naquela noite, já nada tinha importância. Eu
perdoava-te tudo. Acreditavas na altura que por não me quereres ver, me
estarias sempre a encontrar… a vida assim…
“Lu!”, ouvi. “Não
acordes”, pensei eu no meu estado de vigília, na latência de quem quase alcança
o sono. Mas o beijo molhado precipitou o meu regresso à realidade….como eu
desejava, por instantes, que fosse teu…, não teu, mas dele, aquele beijo.
Suave e lentamente
abri os olhos, e aceitei a minha escolha. Eras tu agora o meu destino, aquele
que eu tracei. Havia encontrado o meu “cisne negro” e não lamentava um segundo
da minha decisão de partir contigo. O som do teu olhar completava o vazio que
anos antes ele deixara em mim. O aroma do teu toque tinha o poder de me aquecer
no cinzento da cidade como o sol de Sulawesi.
Viveria contigo para sempre num bungalow empalhado sem precisar de
absolutamente mais nada…mais ninguém…
Assaltava-me a
mente o sonho de há pouco…afinal não seria verdade, não estavas certo….pois a vida
assim… não quis!
(Como alguém escrevia noutro lugar… “A vida é feita de
pneus e alcatrão”… Mas não só…)
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Palco de vida
Desta vez o telefone não toca. Não procuram por mim na
cidade. A manhã esqueceu-se de quem eu sou e confundiu-me com mais uma das que
passam. Mais um dia que se repete noite após noite. Lateja a cabeça doente do
veneno ingerido como elixir da juventude e nada mais há a dizer. Não sobra nada
digno de se contar. Não sobra nada digno de se recordar. Por entre escombros de
pensamentos intermitentes insurge-se o orgulho manchado por quem ousa
atropelar-se nos passos. Ups. Não
esticarei a mão para ajudar na subida. Mas também não dificultarei o regresso à
tona. Só não estarei lá. Não vou assistir a um espectáculo para o qual não fui
convidada.
Prefiro outras plateias. Noutros teatros. De monóculo em rist, aguentarei pacientemente os saltos
de 12 centímetros que anseio por tirar, juntamente com o resto que me tapa. Já
falta pouco. Faremos a saída da praxe, sem ninguém reparar. Deixarei o teu
calor inundar-me talvez pela última vez. Deixar-te-ei mergulhar no meu fulgor e
afogar-nos-emos por segundos, pois é isso que parece. Apenas segundos dura o
nosso amor. Como aquela passagem de nível com o controlador sonolento que
acorda no último minuto mesmo antes do embate, da desgraça. É assim o nosso
amor. Aqueles segundos fugazes e ansiosos que medeiam entre a ultima hipótese e
o medo de não chegar a tempo com o dedo ao botão. Tem de ser hoje que amanhã
podemos já não estar aqui.
É vida num segundo mas não em retrospectiva. É tempo real
num momento do tempo sem realidade. É uma dor que não dói, anestesiada com a
novocaína do sofrimento calcificado. Sim, não são só os ossos que calcificam.
Outras coisas cristalizam com a mesma rigidez. Mas ao menos os ossos partem-se…
Não é possível mudar a envolvência, as circunstâncias, o
cenário da peça. Já se escutaram as três pancadinhas de Molière e vimo-nos
lançados aos lobos, para a frente do palco. Não há fuga possível, só há uma
hipótese. Quem está no palco leva com as luzes da ribalta e só pode fazer o que
lhe compete. Actuar.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Não ao acaso
Como diz o outro, nada acontece por acaso.
Não nos conhecemos por acaso, não te foste por acaso, não me fui por acaso.
Nestes (des)acasos constantes sei apenas que entraste na minha vida por uma
razão.
Chegaste, estiveste e não foste em vão.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Gritar mais alto
Sim ao teu desvario mais louco. Saudades desse sorriso encantado. Como
aquele segundo em que só tu me entendeste.
O tempo parava. O meu toque acalmava-te. Estar contigo era esquecer o
mundo. O que era e o que não era. Era uma adrenalina quente. Que doía de tanto
bater. Viciante de tão reconfortante. Alucinava os meus pensamentos mais
recônditos. Não valia a pena esconder-me – tu encontravas-me. Mais valia
assumir de uma só vez e aceitar. Aceitar o grito. Porque se eu gritava, tu
gritavas mais alto… E que bem que sabia!
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