quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Como tu


De sorriso fácil e jeito leve, lá estavas tu no sítio do costume. Onde tantas vezes te encontrei. Não já de cores vivas como antes, mas emanando a luz que te caracteriza. Em pouco tempo os teus lábios voltaram a tocar nos meus, mesmo antes de uma fuga do 96 para o meio do nada. Onde a chuva caía em cima de nós como o sol em dia de agosto. Libertadora como só ela. Por entre pedidos e casamentos sonhados, antecedendo o momento de regresso à realidade. Os anos passaram e a nossa ligação continua a mesma. Às vezes somos outra vez aqueles dois miúdos, empoleirados na conduta da água, a metros do chão, a contemplar Lisboa. E como é linda esta cidade, serena, quente, húmida. E segura, aconchegante, como tu.

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