De sorriso fácil e jeito leve, lá estavas tu no sítio do costume. Onde
tantas vezes te encontrei. Não já de cores vivas como antes, mas emanando a luz
que te caracteriza. Em pouco tempo os teus lábios voltaram a tocar nos meus,
mesmo antes de uma fuga do 96 para o meio do nada. Onde a chuva caía em cima de
nós como o sol em dia de agosto. Libertadora como só ela. Por entre pedidos e
casamentos sonhados, antecedendo o momento de regresso à realidade. Os anos
passaram e a nossa ligação continua a mesma. Às vezes somos outra vez aqueles
dois miúdos, empoleirados na conduta da água, a metros do chão, a contemplar
Lisboa. E como é linda esta cidade, serena, quente, húmida. E segura,
aconchegante, como tu.
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