segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O banco do outro lado da rua

Histórias que ficam por contar, de uma cidade senhora. Porta a porta, ficou tanto por dizer. Uns que sobem, outros que descem. Por entre os desencontros dos corpos, estão as almas que se perdem.
Pedra a pedra, pedra sobre pedra, sob o elétrico grafitado do desejo. O desejo que encontra o seu par quando a noite se instala, dona de um sorriso só seu. Hoje não chora. Hoje as lágrimas não correm por entre as caras conhecidas. Como sempre, a inclinação marca o passo. Em direção ao destino de cada um. Uns sobem, outros descem. Enquanto observamos a vida e esperamos sem pressa no banco de madeira inclinado. Pela hora certa. A hora em que ele chega e nos abre a porta.

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