quinta-feira, 2 de abril de 2015

No cimo da escada

Eu e tu no cimo da escada, escondidos de todos. Ousaste quebrar as nossas regras e sair fora da nossa zona de conforto. Tive medo da mudança, do desconhecido. Não fora o medo e talvez a nossa história não se escrevesse por estas linhas. Depressa seríamos apanhados escondidos por entre as árvores do jardim e seria o início de uma forma diferente de amizade, em que já nada estava certo e tranquilo.

Hoje, já não somos aqueles dois miúdos, mas eu ainda anseio por ti no cimo da escada. Hoje ainda és um porto de abrigo, onde encontro o consolo de todos os devaneios não concretizados. Sei que esperas por mim, por mais que te zangues com as minhas dúvidas. Sei que acreditas que fazemos sentido, mesmo quando ninguém está do nosso lado. Mas sabes, eles acreditam mais em nós do que nós próprios... Como poderemos algum dia fazer com que resulte?!

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